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Sei que um dia como todo o mortal
Partirei para um rancho diferente.
Pedirei a Deus somente
Que esta matéria, esta carcaça animal
Repouse em cinzas finalmente
Na minha terra natal!
Terra onde eu corri quando criança.
Onde tive a primeira namorada.
Terra onde deve existir,
Minha primeira morada,
Onde sonhei sonhos de esperança
Que foram sumindo na estrada
Onde a saudade se lança...
Eu sei que minha alma partirá discreta
Para a imensidão do infinito.
Mas se lá for bonito
Volto à terra dileta,
Meu Rio Grande bendito
Que me fez assim poeta.
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